Santiago/RS – O sistema prisional brasileiro vive uma realidade que já se tornou rotina: presídios cada vez mais lotados. Enquanto o governo fala em construir novas unidades, como a que está sendo feita em Alegrete, outras propostas surgem para reorganizar o sistema, como fechar presídios menores e transferir detentos para unidades de segurança média ou média baixa, como em Santiago.
Acima da capacidade
O presídio local já recebe presos de várias cidades, como Porto Alegre, Caxias, Esteio, Santa Maria, São Borja, Júlio de Castilhos e São Francisco de Assis. A capacidade da unidade é de cerca de 129 detentos, mas hoje o número gira em torno de 200. Em média, 150 estão no regime fechado e cerca de 40 no albergue. Ou seja, o número sempre está bem acima do limite, uma situação que pressiona a estrutura, os servidores e todo o sistema de segurança.

Comando interno e tecnologia
Outro problema que preocupa em muitos presídios do país é o comando do crime de dentro das próprias cadeias. Em várias unidades, detentos seguem coordenando tráfico e execuções por meio de celulares. O governo fala há anos em sistemas de bloqueio, mas a dificuldade de contratar empresas e implantar tecnologia eficaz mantém o problema. Enquanto isso, o sistema segue cheio, pressionado e com desafios que parecem longe de uma solução definitiva.

Panorama estadual
Mais de 50 mil pessoas cumprem pena no RS. Desse total, cerca de 42 mil a 43 mil estão em presídios, principalmente em regime fechado. O restante, entre 7 mil e 10 mil pessoas, cumpre pena fora do presídio, em regime aberto, prisão domiciliar ou com tornozeleira.
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