Estado – RS – Professores revelaram que existe uma cota máxima de reprovados por turma para não prejudicar os números das escolas. Um professor de educação física contou que os docentes são orientados a trocar provas por atividades lúdicas. Segundo ele, tem aluno recuperando nota do ano inteiro jogando forca ou batalha naval, o que prejudica o aprendizado real.
Tentativa de manipular o sistema
Os relatos indicam que a pressão chega ao ponto de direções de escolas pedirem senhas pessoais de professores para alterar notas no sistema. Três docentes pediram anonimato por medo de perseguição e contaram que precisaram se unir para impedir que o histórico escolar das turmas fosse manipulado. Eles afirmam que existe uma campanha clara para dificultar a reprovação a qualquer custo.
Críticas à política da educação
O deputado Felipe Camozzato, relator da subcomissão, afirmou que os depoimentos provam que a política educacional do estado é falha. Para ele, dar bônus financeiro ou limitar reprovações para combater a evasão é um “tiro no pé”. Camozzato defende que esse modelo aumenta o desinteresse dos alunos e que a subcomissão vai investigar a metodologia usada para subir os números do Ideb.
Dinheiro jogado fora
Uma das professoras ouvidas destacou que premiar alunos que ficam em primeiro lugar em avaliações como o Saers é desperdício de recurso. Segundo ela, a política atual acaba beneficiando quem não se esforça e prejudica os bons estudantes. A subcomissão agora vai ouvir especialistas e técnicos para entender como essas notas estão sendo construídas nas coordenadorias de educação.
Fonte: Gabinete do Deputado Felipe Camozzato.
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