Editorial – Os professores do nosso país estão enfrentando uma boca braba para conseguir ensinar. Uma pesquisa internacional feita pela OCDE revelou que os docentes brasileiros perdem, em média, 21% do tempo de aula apenas tentando manter a ordem e a disciplina entre os alunos. Na prática, a cada cinco horas na escola, uma hora inteira é jogada fora só no grito para pedir atenção.
O estresse que adoece
A situação não é brincadeira e está pesando na saúde de quem fica no quadro negro. Quase metade dos professores reclama que é interrompida a todo momento pelos estudantes. O resultado disso é um sofrenaço na saúde mental e física: o Brasil supera a média mundial de profissionais que se sentem esgotados e estressados. Como se diz na lida, “quem não gosta de barulho, não ata porongo nos tentos”, mas para o professor não tem escolha, ele precisa aguentar o barulho todo dia.
A falta de valorização
Mesmo com toda essa luta, o prestígio da carreira anda baixo. Apenas 14% dos professores sentem que a sociedade valoriza o trabalho que eles fazem. É um número pequeno para quem tem a missão de formar o futuro do país. O estudo mostra que, apesar de gostarem do que fazem, os mestres brasileiros sofrem muito mais com a indisciplina do que os colegas de outros países.
A vontade de ensinar
Curiosamente, mesmo com esse cenário de “tá ruim de pentear o angorá”, a maioria dos professores afirma que está satisfeita com a profissão. O estudo Talis 2024, que ouviu diretores e docentes, serve de alerta para que as políticas públicas olhem com mais carinho para as nossas escolas. Afinal, sem disciplina e respeito, o conhecimento não entra na cabeça de guri nenhum.
Redação, João Lemes; Fonte: Agência Brasil e Inep 🏫
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