
“A parte mais cômica do depoimento de Pazuello na CPI foi dizer que nunca foi desautorizado pelo presidente Bolsonaro. Pazuello tratou como se fosse uma reles manifestação de rede social a afirmação de Bolsonaro, em outubro do ano passado, de que não compraria a vacina produzida pelo Butantan. Não foi Twitter nem Facebook, mas uma entrevista em que Bolsonaro desautorizou a compra da vacina, anunciada pelo ministro em reunião com os governadores” (Rosane de Oliveira – ZH)
À época, Bolsonaro chamou a CoronaVac de “vachina” e disse que se confirmasse o contrato “estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado nela”. Dois dias depois, o desautorizado Pazuello produziu, ao lado de Bolsonaro, que fora visitá-lo, a frase que o acompanhará pelo resto da vida: “Senhores, é simples assim. Um manda e outro obedece”.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) questionou o ex-ministro sobre por que não aceitou a oferta dos Estados Unidos de mandar um avião cargueiro para levar oxigênio para Manaus. Pazuello respondeu que não teve conhecimento, mas Eliziane apresentou um documento oficial do Ministério da Saúde confirmando a oferta. Foi durante os questionamentos de Eliziane que o advogado sugeriu que ele usasse a prerrogativa de ficar calado para não se incriminar.
— O senhor está brincando com a nossa cara. O senhor mentiu demais até aqui — exasperou-se Eliziane.
Pazuello também se atrapalhou nas respostas sobre cloroquina e tratamento precoce. Tentou mudar até o significado da palavra “pixulé” que usou no seu discurso de despedida como coisa ilegal. Na CPI, disse que “pixulé” era o equivalente à “raspa de tacho” nas verbas do orçamento. (F: Zero Hora)



