Caxias do Sul – RS – (Região da Serra) – Fabrício Salvador da Silva, conhecido como Teta, foi preso na Bolívia e é apontado pela Polícia Federal como um dos criminosos que participou diretamente do assalto ao aeroporto Hugo Cantergiani, em junho de 2024. Ligado ao PCC, ele era considerado um dos foragidos mais procurados da investigação. O ataque levou 30 milhões de um avião-pagador. Desse total, 15,6 milhões foram recuperados pela Brigada Militar após troca de tiros que causou a mort3 do sargento Fabiano Oliveira e de um integrante da quadrilha.
A prisão
Fabrício estava escondido com identidade falsa na região de Santa Cruz de La Sierra. A localização foi possível graças ao trabalho da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, com apoio da Interpol e das autoridades bolivianas. Como usava documento falso, ele foi expulso da Bolívia e entregue às autoridades brasileiras em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Depois, será levado para uma penitenciária de segurança máxima.
Investigação
A Polícia Federal já prendeu 37 suspeitos de envolvimento no assalto e indiciou 41 pessoas. Segundo a investigação, Fabrício participou da ação na pista do aeroporto e também é suspeito de integrar ataques de domínio de cidade em outros estados. Um deles é o assalto de cerca de 2 milhões contra uma agência bancária em Guaxupé, Minas Gerais, em abril de 2025. Outros dois investigados pelo ataque em Caxias do Sul, Alex Santos Pereira e Josemir Matias da Silva, continuam foragidos e estariam na Bolívia.
Condenações
Dos 41 indiciados, 16 já foram condenados. As penas chegam a 64 anos de prisão por crimes como latrocínio e organização criminosa. Fabrício também responde pelo latrocínio do sargento da Brigada Militar morto durante o confronto. A investigação aponta ainda que a quadrilha participou de 25 grandes assaltos no Brasil e no Paraguai ao longo da última década, incluindo ataques a empresas de transporte de valores, bancos e aeroportos.
Fonte: Polícia Federal e GZH
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