
A comoção tomou conta da cidade no feriado para o último adeus a Guga.
Após os disparos, o assassino saiu caminhando tranquilamente, segundo testemunhas.
Ainda repercute a morte do jovem Gustavo Medeiros, o Guga, de 28 anos, que foi morto a tiros enquanto trabalhava na secretaria de Turismo, na quarta, 20. Guga era alegre, cheio de esperanças e muito amigo de todos, conforme relatam os que com ele conviviam.

(por Felipe Domingos) Gustavo levou 5 tiros, disparados pelo acusado Leones Dalosto (58 anos), sendo que três acertaram a vítima. Um tiro no braço, outro nas costas e um na nuca, o qual acabou atingindo o cérebro. Ele chegou a ser levado ao hospital de Santa Maria, mas não resistiu e morreu horas após o crime. Ele foi sepultado no cemitério municipal no final de quinta, 21.

Como tudo aconteceu: “Eu disse que ia te matar”
Leones chegou à secretaria de Educação, que fica ao lado da secretaria onde Gustavo trabalhava, e perguntou onde era a de Turismo. Uma funcionária teria indicado onde seria a sala. Dalosto então foi até o local, avistou a vítima e iniciou os disparos e ainda dizia: “Eu disse que ia te matar”.

Tranquilidade
Após os disparos, segundo testemunhas, o assassino saiu caminhando tranquilamente, entrou em seu carro e ficou foragido até o começo da noite de quinta, 21, quando se apresentou na delegacia de Santiago, com seu advogado, que é de São Borja.
Arsenal em casa e no trabalho
Por ser militar reformado foi conduzido a uma unidade do Exército onde ficará à disposição da justiça. Na casa e no local onde Dalosto trabalhava os agentes da Polícia Civil encontraram duas armas longas, uma pistola e diversas munições de diferentes calibres.

Segundo a delegada Elisandra Mattoso Batista, o crime inicialmente está sendo tratado como homicídio qualificado por motivo torpe. Leones ao ser preso disse que ficaria em silêncio e falará somente em juízo. A delegada tem 30 dias para concluir as investigações e enviar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.


Competição pela venda de imóveis
Ambos os envolvidos são corretores de imóveis. Dalosto é proprietário da Imobiliária Jaguary, e Gustavo nas horas de folga da prefeitura auxiliava na imobiliária da família (Imobiliária Ugulini). E o motivo do desentendimento seria por competição de venda de imóveis. A vítima e alguns familiares até já haviam registrado ocorrência contra o acusado.
Luto de três dias – O prefeito Beto Turchiello lamentou o ocorrido com o servidor, principalmente por ter acontecido dentro de uma repartição pública onde havia mais pessoas. A prefeitura decretou luto de três dias como forma de homenagem pelos trabalhos prestados. Nas redes sociais muitas pessoas se solidarizaram com a família de Gustavo, por conhecê-lo, seu jeito simples, carismático e muito popular. Ele era Cargo de Confiança (CC), há alguns anos.

Um crime que se repete
Não é a primeira vez que um crime desse tipo acontece no município. Em abril de 2009, 0 ex-vereador Norberto Valente Fava atirou três vezes no jaguariense Eleandro Dalosto. Um dos tiros perfurou sua bexiga. Na época, ele foi hospitalizado, operado e se recuperou. Fava foi condenado há cinco meses em regime semiaberto por ser réu primário. O motivo seria a disputa por venda de gás.

Segundo homicídio do ano
Com o homicídio de Guga, a cidade contabiliza dois assassinatos em 2022. O primeiro foi o assassinato de Miguel Carlos Martins de Almeida (45 anos), que foi morto após um desentendimento com seu enteado, Gustavo Bryan Pereira (27 anos). Miguel foi atingido com um golpe de trama na cabeça. Chegou a ser socorrido, mas acabou falecendo. O acusado foi preso tentando fugir para Porto Alegre, sua cidade natal. O crime aconteceu no dia 23 de janeiro, na Sede Campeira no Consolata.



