Luiz Henrique Mandetta afirmou a aliados hoje que não pedirá demissão e não irá encampar o discurso anticientífico de Bolsonaro, que contraria todas as recomendações de médicos, cientistas e autoridades sanitárias mundiais. Mandetta não vai encampar a tese do “isolamento vertical”, deixando apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes fora do convívio social, conforme o presidente defendeu ontem. Mandetta disse concordar com a medida de isolamento do maior número possível de pessoas, e não só os em grupo de risco, que técnicos da Saúde estavam recomendando. (A informação é de Guilherme Amado, Época).
Mourão contradiz Bolsonaro e defende que
a posição do governo é pelo isolamento social
De acordo com o vice, o presidente pode ter se expressado mal. Já Bolsonaro voltou a defender o afrouxamento do isolamento dos brasileiros, apesar dos números crescentes de casos e mortes de coronavírus no país. A equipe econômica do governo considera começar a pôr fim às medidas de restrição no dia 7 de abril, mas ainda aguarda a evolução da disseminação.
‘Bolsonaro nunca se despiu
da farda de agente provocador’
Maria Cristina Fernandes analisou o discurso de Bolsonaro em rede nacional. “Ficou muito claro que o presidente redobrou a aposta no isolamento. Ele sabe que está isolado”. Maria Cristina disse que Bolsonaro esticou a corda com o Congresso, com o Judiciário e com os governadores. ‘O presidente se impôs o auto-isolamento. Foi o destino que ele escolheu’.





