
O ministro Marcelo Queiroga defendeu as medidas e ressaltou importância da consulta pública para saber a opinião da sociedade sobre o tema
Ele expliou que o governo federal vai imunizar crianças de cinco a 11 anos, mas deve requisitar a receita médica e um termo de consentimento dos pais. As exigências não existem em outros grupos que já tiveram a vacinação autorizada.
Segundo Queiroga, o modelo que vem sendo adotado na Alemanha é o ideal. Lá, crianças com comorbidade reconhecida pelos médicos têm prioridade, mas depende de autorização do responsável.
“Para as sem comorbidades, há necessidade de prescrição médica”, afirmou o ministro em entrevista na sede do ministério.
A Anvisa informou que não está nas recomendações que a vacina só possa ser aplicada em crianças após recomendações médicas.
Exigência cria desigualdades, diz infectologista
Para a infectologista Raquel Stucchi, a decisão de vacinar crianças somente com prescrição médica vai gerar uma desigualdade, tendo em vista que crianças com acesso a clínicas privadas conseguirão receitas de forma mais fácil do que aquelas que necessitam do SUS.
Quem se responsabilizará se atraso na vacinação causar a morte de crianças brasileiras?
O ministro diz que óbitos na faixa dos cinco aos 11 anos estão em patamar que não exige decisões emergenciais
“A exigência de receita médica para crianças serem vacinadas contra covid-19 é um entrave e aumentará ainda mais a desigualdade no nosso país, pois poucas serão as crianças que terão acesso a esta prescrição”, afirmou ela.



