
Relação entre as moedas combina perda de fôlego do dólar e melhor das expectativas com regra fiscal e juro básico
Nos últimos tempos, o dólar tem caído em relação ao real, chegando a valores abaixo de R$ 4,90. Segundo o economista André Perfeito, o dólar está perdendo força devido à perspectiva de que os juros básicos nos Estados Unidos parem de subir e à preocupação com a discussão sobre o teto da dívida americana.
Porém, alguns fatores que fortalecem o real.
Primeiro, uma possível redução das taxas de juros no Brasil afeta os ativos locais, especialmente as ações, que compensam a diminuição da diferença entre as taxas de juros domésticas e as internacionais.
Segundo, o Brasil está com uma moeda desvalorizada, o que atrai investidores em busca de oportunidades no país. Terceiro, a balança comercial brasileira tem apresentado um superávit significativo.
Ainda: as negociações aceleradas para aprovação do novo marco fiscal reforçam a expectativa de cortes futuros na taxa básica de juros (Selic) no Brasil, o que também contribui para a valorização do real e dos ativos, incluindo as ações.
Perfeito ressalta que prever a taxa de câmbio é uma tarefa complexa e sujeita a erros. No entanto, ele arrisca que, após romper o patamar de R$ 4,90, o próximo nível de suporte seria entre R$ 4,80 e R$ 4,76, e depois disso, por volta de R$ 4,60.
Ele menciona que é possível testar esse patamar se a nova regra fiscal for aprovada. No entanto, adverte que a expectativa de corte de juros é uma coisa, mas a implementação efetiva é outra. E projeta que essa redução ocorrerá no segundo semestre e, uma vez iniciado o ciclo de baixa, os investidores considerarão mais a influência dos juros na moeda, o que poderia levar à desvalorização do real e o dólar retornar ao patamar de R$ 5,00 no final do ano. (Baseada na coluna de Marta Sfredo – GZH)



