Silas Câmara confessou que ficava com parte de salário de servidores de seu gabinete e, por isso, escapou de ação por ‘rachadinha’ – mas terá que pagar multa de 242 mil em até 30 dias.

AMAZONAS – O pastor deputado federal Silas Câmara (Republicanos) escapou das consequências de um crime que cometeu no primeiro dos seus sete mandatos.
Silas ficava com parte do salário de servidores de seu gabinete, foi denunciado, negou (mentiu), mas uma reviravolta milagrosa o livrou da cadeia. É que ele poderia ser preso, devolver, corrigido, o dinheiro e ainda perder o mandato. O caso é o que se pode chamar de rachadinha, o mesmo praticado por Flávio, filho do atual presidente Bolsonaro.
O caso de Silas estava sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Prescrição
Mas eis que na véspera do processo prescrever, um acordo proposto pelo parlamentar o livrou das punições. Assim, o deputado confessou ter desviado verbas de gabinete que seriam destinadas ao pagamento de assessores, entre 2000 e 2001. Além disso, teve que assumir que usava servidores públicos como empregados de sua casa.
O acordo foi firmado entre Silas e a Procuradoria Geral da República e foi abençoado pelo ministro Luís Barroso, relator do processo. Mas, para escapar de vez da ação, Silas Câmara terá de pagar uma multa de R$ 242 mil em até 30 dias.
No acordo, o ministro disse entender não ser cabível acordo nesses moldes após o recebimento da denúncia, mas que, a um dia da prescrição, “O acordo se apresenta como a via mais adequada para minimizar os prejuízos ao erário”.



