Recicla Santiago transforma resíduos em renda e ajuda a manter cidade limpa

A associação trabalha com coleta seletiva, separação de materiais e geração de emprego

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Santiago – RS – (Região de Santa Maria) – A reciclagem vai muito além de separar papel, plástico e latinhas. Em Santiago, o trabalho da Associação Recicla Santiago garante renda para famílias, ajuda a manter a cidade limpa e reduz a quantidade de resíduos que vai para o descarte. A presidente da entidade, Maria Isabel Manente Rodrigues, falou sobre esse trabalho durante entrevista ao podcast Nova Pauta, Estação NP, apresentado por David da Silveira Nunes.

O trabalho da associação

Com oito anos de atividade, a Recicla Santiago mantém oito colaboradores e trabalha em parceria com a Prefeitura. A entidade realiza a coleta seletiva e recebe materiais de diferentes bairros, escolas e estabelecimentos parceiros. Segundo Isabel, são cerca de 10 a 12 tipos de materiais separados, entre eles garrafas PET, latinhas, papelão e outros recicláveis. A associação também conta com equipamentos próprios, como esteira, prensa e empilhadeira, que facilitam a separação e o armazenamento.

Da coleta à geração de renda

A presidente explicou que a quantidade de material recolhido varia conforme o período. Em alguns meses, o volume chega a 25 toneladas. Depois de separados e prensados, os materiais são vendidos para compradores que encaminham a carga a Alegrete. De lá, seguem para São Paulo, onde passam por novos processos de reciclagem. Isabel destacou que o dinheiro movimentado ajuda a pagar os trabalhadores e manter as despesas da associação. Há famílias que dependem diretamente dessa atividade para pagar aluguel, sustentar os filhos e manter a casa.

A importância da separação correta

Isabel também reforçou que a participação dos moradores é fundamental. Ela orienta que a separação comece dentro de casa e que cada tipo de resíduo receba o destino adequado. Vidros quebrados, por exemplo, devem ser colocados em embalagens resistentes e identificadas para evitar acidentes com os trabalhadores. Lâmpadas e óleo de cozinha também precisam de destinação própria. A associação recebe visitas de escolas e creches e realiza palestras sobre sustentabilidade. A sede fica no bairro Guabiroba, na rua Antonio Bozano Ramalho, onde a comunidade pode conhecer de perto o trabalho.

Fonte: Podcast Nova Pauta – Estação NP.

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