Rio: professora implorou por sua vida em crime brutal

Ela foi enforcada com uma corda, seu corpo foi colocado em mala e incendiado

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A professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, foi sequestrada e assassinada por sua ex-namorada, Paula Custódio Vasconcelos, de 14 anos, com auxílio de sua irmã, Edson Alves Viana Júnior. O terceiro suspeito, Edson, revelou em depoimento que Vitória chorou e insistiu que obedeceria aos agressores, suplicando para não ser morta.

O crime foi premeditado e teve como motivo o término do relacionamento entre Vitória e a ex-namorada. Um dia antes do homicídio, a mãe da ex-namorada visitou a escola onde Vitória trabalhava, questionando bloqueios em redes sociais e o término do relacionamento. Vitória foi até a casa da ex-namorada em resposta à insistência de Paula.

Edson detalhou que ajudou a imobilizar a vítima ao entrar na casa. Vitória foi amarrada em uma cadeira com fitas adesivas e foi extorquida pelos agressores. Ela, chorando e suplicando, afirmou que faria o que eles quisessem, implorando para não sofrer danos.

Apesar da colaboração da professora, os agressores decidiram enforcá-la com uma corda, colocando seu corpo em uma mala e incendiando-a. O laudo cadavérico indicou que Vitória morreu por inalação de fumaça e seu corpo foi carbonizado.

Mãe e filha tentaram pedir resgate à família da professora e acessaram sua conta bancária para transferência de fundos. No entanto, as duas acabaram sendo encontradas pelos investigadores ao tentar fugir. O crime chocante trouxe à luz a brutalidade que culminou na morte da jovem professora.

TODOS PRESOS
No mesmo dia, um vizinho da mãe da vítima auxiliava nas buscas por Vitória ouviu sobre duas moradoras expulsas por “sequestrar uma pessoa”. Essas informações foram compartilhadas com agentes enquanto estavam em uma viatura. Mãe e filha foram encontradas e levadas para a delegacia.

Ambas prestaram depoimento e se tornaram as principais suspeitas dos crimes de sequestro e assassinato. Paula, que já possuía um mandado em aberto por roubo qualificado, foi presa, enquanto a filha dela, de 14 anos, foi apreendida.
Na quarta-feira passada, Edson Alves Viana Junior foi preso após confessar seu papel na morte da professora. Em seu depoimento, ele forneceu detalhes sobre o envolvimento das duas suspeitas e como o crime foi cometido.

(O Globo)

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