
A Secretaria da Agricultura do Estado lançará nos próximos dias o terceiro alerta sanitário para a raiva bovina. A ação deve-se aos 37 focos da doença notificados em 19 municípios durante os cinco primeiros meses do ano. O número é 27,5% superior ao registrado durante 2020 e equivale a praticamente 78% dos casos ocorridos de janeiro a dezembro de 2021. A preocupação é maior porque, a partir de agora, a população do morcego hematófago, transmissor do vírus causador da doença, aumenta.
A região campeã de casos é a Fronteira Oeste. Itacurubi lidera as ocorrências, que também chamam a atenção em Santiago, Muçum, São Borja e Bossoroca.
OS SINTOMAS
A doença pode atingir também equinos, búfalos, ovelhas e porcos e ão existe medicação para contê-la, apenas a vacina preventiva. Ao serem mordidos pelo morcego, os animais se isolam, perdem o apetite e apresentam dificuldade para engolir. Posteriormente, têm movimentos desordenados com a cabeça, rangem os dentes e perdem a coordenação motora. Em poucos dias, não mais levantam, começam com dificuldade respiratória, seguida por asfixia e morte. A doença é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos humanos, ocorrência não vista no Estado desde o início da década de 1980.




