RS bate recorde de imigrantes com carteira assinada

A presença de estrangeiros ajuda a suprir a falta de mão de obra no estado

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Estado, RS – O estado terminou o ano de 2025 com o maior número de imigrantes empregados formalmente na história. São 53,6 mil estrangeiros trabalhando com carteira assinada, o que representa mais que o dobro do registrado há três anos. O crescimento ajuda a enfrentar a falta de trabalhadores em diversos setores gaúchos, causada pelo envelhecimento da população e a baixa natalidade.

Os números do mercado

Os venezuelanos formam o maior grupo, com mais de 29 mil contratados, o que representa 55% do total. Na lista de nacionalidades, aparecem depois os haitianos, argentinos, uruguaios e cubanos. No setor produtivo, a indústria é a que mais emprega essa mão de obra, seguida pela agropecuária e pelo setor de serviços.

O exemplo no açougue

Luis Alcides Barreto Lezama, de 35 anos, é um dos venezuelanos que buscou vida nova na capital. Ele atravessou a fronteira em 2023 e, depois de trabalhar como pintor, conseguiu emprego como auxiliar de açougue em um supermercado. Luis conta que no início sofreu com a língua, mas hoje se sente em casa e trabalha para sustentar os pais e o filho que ficaram na Venezuela.

A qualificação e os sonhos

Cerca de 10% dos imigrantes empregados no RS têm ensino superior completo. É o caso do médico cubano Rodolfo Enrique, que trabalha em uma obra em Canoas. Com 18 anos de experiência na medicina, ele guarda dinheiro e estuda português para fazer a prova do Revalida e voltar a ser médico no Brasil. Já na Serra, a venezuelana Thais Maria, formada em RH, trabalha em uma fábrica e faz curso no Senac para crescer na empresa.

As cidades que mais contratam

Caxias do Sul lidera o ranking gaúcho com mais de 8,5 mil imigrantes no mercado formal. Porto Alegre aparece em segundo lugar, seguida por Erechim, Passo Fundo e Marau. Para os especialistas, a contratação é um “ganha-ganha”, pois as empresas ganham profissionais dedicados e os imigrantes conquistam a autonomia necessária para recomeçar a vida longe de casa.

Nacionalidade:
Venezuelanos: 55%
Haitianos: 14%
Argentinos: 9%
Uruguaios: 6%
Cubanos: 6%
Senegaleses: 2%

Fonte: GZH.

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