
A investigação descobriu crimes de tortura a animais, tráfico de drogas, e ainda um esquema para inserir certificado falso de vacinação no ConecteSUS.
Foram monitorados 44 grupos do Telegram durante um mês. A equipe da RBS descobriu ainda crimes de tortura a animais e tráfico de drogas. Investigação foi exibida no Fantástico
No centro de uma discussão eleitoral com potencial de influenciar nas eleições de 2022, devido à proliferação sem controle de notícias falsas, grupos e canais do Telegram foram monitorados por uma equipe da RBS TV.
O esquema da imunização fake é ofertado em grupos de usuários de Porto Alegre e Gravataí, na Região Metropolitana.
“Toda a vacina que eu faço tem um enfermeiro real, tem um lote real. Eu não posso inventar nem que eu queira”, afirmou, em áudio, o homem que diz ser de São Paulo e que cobra 300 por dose avulsa e 500 pelo ciclo completo, pagos após o nome do usuário constar como vacinado no aplicativo do SUS.

Como um dos grupos é identificado como sendo de usuários de Gravataí, o delegado Juliano Ferreira fez uma análise e viu veracidade no esquema: não seria um mero estelionato de quem oferece algo que não consegue entregar. E produziu relatório enviado à Chefia de Polícia, já que o crime pode ter jurisdição federal, cabendo investigação à Polícia Federal.
FALSO: foram editadas fotos de crianças supostamente mortas por causa das doses.
Há também canais especializados em notícias falsas sobre a vacinação. Em um deles, foi postado um vídeo de uma entrevista do diretor da Vigilância Sanitária de Porto Alegre, Fernando Ritter, à Rádio Gaúcha, no qual defende a vacinação das crianças. Para ilustrar o áudio da entrevista, foram editadas fotos de crianças supostamente mortas por causa das doses. A informação era falsa. (G1)



