Um desses casos ocorreu em São Jorge (Serra Gaúcha). A vítima foi uma mulher de 36 anos. Seus pais idosos também foram mortos; e o ex-marido cometeu suicídio. Uma menina de quatro anos foi a única sobrevivente.
Quando não há familiares que possam acolher os órfãos, eles acabam sendo encaminhados para abrigos.
Essas crianças, expostas a situações traumáticas, muitas vezes testemunharam os crimes. A diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher da Polícia Civil, Cristiane Ramos, destaca a falta de políticas públicas eficazes para o tratamento delas, a necessidade de atendimento psicológico e psiquiátrico imediato.
A promotora Ivana Battaglin enfatiza que as crianças, que muitas vezes dependiam exclusivamente do cuidado materno, ficam desamparadas emocionalmente. A ausência da mãe desestrutura não apenas a criança, mas toda a família, especialmente quando o pai é o agressor.
O caso evidencia a necessidade urgente de políticas e suporte especializado para essas crianças, que enfrentam não apenas a perda irreparável da mãe, mas também o trauma de terem testemunhado atos violentos e a incerteza sobre seu futuro. (GZH)
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