
Agentes das polícias estaduais e federal, Ministério Público cumprem 230 ordens judiciais em 10 cidades gaúchas
Uma grande operação foi deflagrada na manhã desta terça (4) em dez cidades da Região Metropolitana e do Litoral Norte contra uma organização criminosa criada há 30 anos e que participou de processos licitatórios no Estado com órgãos federais, estaduais e diversas prefeituras. O montante chega a 1 bilhão, mas a investigação apurou que houve fraudes em vários contratos que lesaram os cofres públicos em mais de 150 milhões. A notícia é do jornal Zero Hora.
Mais de 500 agentes envolvidos
A Operação Union tem 515 policiais civis, 31 agentes do Ministério Público, 15 policiais federais e oito agentes da Auditoria Geral do Estado, totalizando 569. Eles cumpriram 230 ordens judiciais em 10 cidades: Porto Alegre, Eldorado do Sul, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Sapucaia do Sul, Canoas, Viamão, Capão da Canoa e Xangri-lá. A investigação iniciou após contratos assinados pelo grupo suspeito para atuar na Expointer 2019.
Em busca do dinheiro perdido
Já são oito mandados de prisão, ordens de busca, sigilo bancário quebrado, bloqueio de contas e indisponibilidade de 16 veículos avaliados em R$ 2 milhões, e seis imóveis avaliados em 9 milhões. Um dos objetivos é buscar o ressarcimento de vítimas. Até 8h, havia quatro presos.
Golpe na Expointer
A apuração se refere a um dos processos licitatórios para atuar na limpeza, bilheteria e vigilância privada da Expointer no ano de 2019. O montante arrecadado não teve como destinatário final a empresa que venceu a licitação, mas para um dos investigados. Um contra relativo à Expointer 2020 será analisado também.




