
Situação é mais grave em Uruguaiana e Alegrete. Há registro de animais morrendo devido ao fogo
Os primeiros 17 dias deste ano já apresentam aumento de 178% nos focos de incêndio em mata e vegetação. São 1.889 pontos desde 1º de janeiro (no mesmo período de 2021, eram 679). As chamas estariam consumindo campos na Fronteira Oeste.
Dirigentes de associações agrícolas de Alegrete e Uruguaiana afirmam que desde os anos 1980 não havia uma situação tão drástica.
Os incêndios começaram ainda em dezembro. Já são 8 mil hectares queimados somente em Uruguaiana, sendo que algumas propriedades tiveram 90% de destruição, afetando pasto e alimento para os animais.

Origem do fogo
A maioria dos incêndios tem começado a partir da beira de estrada, ocasionados por fios arrebentados, que geram faíscas, e mesmo por lixo queimado. Os bombeiros têm feito o possível, assim como a aviação agrícola também está fazendo o que é viável para combater as chamas.
Com mais de 70 dias sem chover forte na região, os estragos dos incêndios se somam às quebras na produção, que poderá afetar até 25% das lavouras de arroz em Uruguaiana.
Máquinas e galpões destruídos
Já são muitos animais mortos pelo fogo. Há propriedades, máquinas e galpões destruídos. No desespero, também há produtores que estão cortando as cercas para que os animais fujam e não morram queimados”, destaca a presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, Fátima Marchezan. Ela estima que as queimadas já consumiram cerca de 10 mil hectares de pasto.

40 milhões em prejuízos
m razão da estiagem, de acordo com levantamento da Emater e estimativa da associação alegretense, já são mais de R$ 40 milhões em prejuízos na lavoura de arroz, sem incluir os danos nas produções de soja, milho, gado de corte e leite.

Postes queimados
A RGE emitiu uma nota informando “que não procedem as alegações de que as queimadas sejam causadas pela rede de energia”. Apenas em uma queimada nesse domingo, 46 postes foram destruídos pelo fogo em Alegrete. A empresa ainda reforçou que as “queimadas podem ter causas diversas, inclusive o calor e a estiagem, mas não são provocadas pela rede elétrica”.
Alerta nas estradas
Com o aumento nos incêndios, a Polícia Rodoviária Federal adverte os motoristas para alguns cuidados aos avistarem nuvens provocadas pelo fogo. Uma dos principais medidas é reduzir a velocidade, mas nunca parar o veículo no meio da fumaça devido ao risco de colisões.



