
Essa é uma forma de conter a transmissão da variante Delta. O período entre as aplicações será reduzido de 12 para 10 semanas. A mudança vale a partir desta terça (13).
A medida vale também para futuros vacinados. Não haverá alteração para a CoronaVac, que permanece com 28 dias entre as aplicações. A Janssen é de apenas uma injeção.
A decisão vinha sendo estudada desde a semana passada pelo governo. A mudança ocorre na esteira de Acre, Pernambuco, Ceará, Espírito Santo, Piauí, Sergipe e Alagoas.
Outros países já optaram pela redução do intervalo, como Canadá, França e Reino Unido, onde a Delta está promovendo uma nova onda de casos, mas com menor efeito sobre hospitalizações e mortes. A notícia foi publicada pelo jornal Zero Hora.
A decisão deve reduzir o número de primeiras doses e, portanto, a velocidade de inclusão de novas faixas etárias. No entanto, é feita com o objetivo de alcançar mais pessoas com proteção completa e permitir que mais gaúchos estejam de fato protegidos contra a variante Delta.
O receio de autoridades se dá após a Índia ter registrado grande piora da pandemia com o surgimento da nova variante. Outras nações viram também aumento de casos e hospitalizações entre os não vacinados.
Estudos têm resultados diferentes sobre os efeitos da variante quanto às vacinas, no geral apontando eficácia menor para casos sintomáticos, mas manutenção da proteção contra hospitalizações, desde que tomadas as duas doses.
Estudos preliminares sugerem que a proteção oferecida com apenas uma dose pode ser insuficiente contra a variante Delta, ao contrário do que ocorria com outras cepas. A constatação eleva a necessidade de a população que não tomou duas doses a redobrar os cuidados com distanciamento e uso de máscara.
Também é preciso prestar atenção aos sintomas. Ao contrário das outras variantes, a Delta não costuma causar perda de olfato e de paladar, o que pode levar à confusão com os sintomas de um resfriado ou de uma alergia.




