Fronteira Oeste – RS – A colheita da soja avança de forma consistente nas lavouras brasileiras e os primeiros resultados de campo confirmam um cenário amplamente positivo para a safra 2025/2026. Mesmo com problemas pontuais ao longo do ciclo, o Brasil caminha para colher a maior safra de soja da história, segundo projeções da consultoria Safras & Mercado.
A produção nacional está estimada em 179,28 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação à safra anterior, que somou 171,84 milhões. A área plantada também aumentou, alcançando 48,33 milhões de hectares, alta de 1,5%, enquanto a produtividade média passou de 3.625 para 3.728 quilos por hectare.
De acordo com o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, o quadro segue bastante favorável. “O cenário de produção brasileira de soja para 2026 é muito positivo e deve consolidar mais uma safra recorde”, avalia.
A recuperação das lavouras no Oeste do Estado
No Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente em municípios da Fronteira Oeste como Alegrete e região, as lavouras apresentam sinais claros de recuperação após desafios enfrentados em ciclos anteriores. As condições climáticas mais equilibradas ao longo do desenvolvimento da cultura contribuíram para a melhora do potencial produtivo, reforçando a expectativa dos produtores.
Embora algumas áreas do país tenham enfrentado atrasos no plantio e irregularidade de chuvas, o impacto sobre o resultado nacional é considerado limitado. Os volumes mais expressivos devem chegar aos armazéns entre fevereiro e março, período decisivo também para o Oeste gaúcho, onde a soja tem papel central na economia regional.
O mercado interno e as exportações
As exportações brasileiras de soja em 2026 devem alcançar 105 milhões de toneladas, uma retração de 3% em relação a 2025. Em contrapartida, o esmagamento interno deve crescer, chegando a 60 milhões de toneladas, acima das 58,5 milhões do ano anterior.
Com uma oferta total estimada em 183,79 milhões de toneladas e demanda de 168,42 milhões, os estoques finais devem aumentar significativamente, passando de 4,51 milhões para 15,37 milhões de toneladas. O cenário reforça a importância da safra recorde e do fortalecimento do processamento interno, com impacto direto também para regiões produtoras como a Fronteira Oeste do RS. (Alegrete Tudo)
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