Gibelino estava hospitalizado há alguns dias, pois já estava bem fraco devido à idade. Seu corpo está sendo velado na capela Andres e o sepultamento será nesta segunda, às 10h.
Na foto acima, com o coronel Marcelo Martiath. Abaixo, na inauguração da creche Mary Peixoto, no ano passado.
Os ditados do seu Giba
“O diabo é diabo por que é velho e não porque é inteligente”, “Não aliso cabeça de burro com sabonete”, “Não pergunte o que Santiago poderia fazer por você, mas o que você poderia fazer por Santiago”, “Não pise em ninguém ao subir, pois pode precisar de algum quando estiver descendo”, eram alguns dos seus ditados que costumava divulgar em seus dois programas de Rádio, “Sangue de Gaúcho”, aos domingos e “Panorama Entrevista”, de segunda a sexta.
Como está sua vida fora do rádio? Seu dia-a-dia mudou muito?
O que gosta de comer? Não tenho rodeio para comida. Como de tudo e se tiver só arroz com feijão, não tem problema.
O senhor tem hora para dormir? Não, nem para levantar. Se eu quiser dormir, eu durmo. Se eu quiser ficar acordado eu fico.
Quantos anos de casamento? E quantos filhos e netos? Estou casado há 60 anos com a mesma mulher e, desde então, moro no mesmo lugar, na rua Tito Beccon, 212. Tenho 7 filhos, 13 netos e uma bisneta.
Quantos anos ficou à frente da rádio Iguaçu? Foram 13 anos do programa Panorama Entrevistas e Sangue de Gaúcho. Ao todo 24 na rádio.
Antes da rádio, no que trabalhava? Fui militar por 30 anos. Administrador do mercado Damian. Atuei na casa militar, onde vendia todo o tipo de artigos militares. Fui vice-prefeito de Santiago, vereador, por seis anos, quando fiz a lei orgânica municipal, a lei de prevenção contra incêndios e dos taxímetros. Fui presidente do Clube Sete por 18 anos.
Ficou magoado com alguém da emissora? Não guardo mágoas. Eu saí porque quis, pois os outros sócios saíram da rádio e eu não ia assumir tudo sozinho.
O senhor vai escrever algum livro? Qual o nome? Sim! Vou escrever e falar sobre toda a minha vida. Desde a infância. Tudo que passei e aprendi nesses meus 82 anos. Estou juntando todo o material para conseguir relatar tudo. Ainda não sei que nome darei.
O que levou o senhor a escrever um livro? Quero mostra que nesse Brasil velho ainda têm pessoas boas.
Quer deixar um recado para os mais jovens? Que esses jovens que vem por aí se preocupem mais com os idosos, pois temos que unir: O jovem, o meio velho e o velho para mudar o nosso Brasil.





