O governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), promoveu a primeira edição do Troféu Visibilidade Trans Verônica Oliveira. Ao todo, 50 personalidades (veja a lista aqui) foram premiadas pelas ações desenvolvidas para promover o respeito à diversidade e a visibilidade da pauta no Estado em 2023.
Em uma noite de festa, diversas lideranças da pauta LGBTQIA+ se reuniram no Teatro Renascença para marcar o Dia da Visibilidade Trans e estimular o respeito à diferença. Além das homenagens e dos reconhecimentos, diversas apresentações artísticas fizeram parte da programação.
Entre as homenageadas estava a santiaguense Lohana Valentini Maidana (38 anos). Ela se destaca como atriz, escritora, roteirista, militante e atual presidente do PDT de Santiago.
- Há três anos, ela participa da antologia “Infinitamente Mulher” . Além disso, Lohana escreveu o monólogo “Laysa Taylor – Memórias de uma Diva”, que leva ao palco histórias de mulheres trans que a sociedade tenta apagar. Com esse espetáculo, ela viajou pelo estado, se apresentando em diversos festivais de teatro, acumulando 22 indicações e 13 premiações.
Além de seu trabalho artístico, Lohana também ministrou palestras para formação docente no IFF São Vicente e na UFSM. Como militante, ela participou das duas edições da Parada Livre de Santiago e está sempre orientando mulheres trans e familiares de pessoas trans em busca de seus direitos.

“Não poderia deixar de compartilhar com vocês esse momento maravilhoso na minha vida em ser homenageada com o Troféu Visibilidade Trans Verônica Oliveira. Receber esse troféu do estado do RS é saber que estamos no caminho certo para que nossas vozes sejam ouvidas. Ser de Santiago e lutar pela população LGBTQIAPN+ da nossa cidade é uma honra e meu dever como mulher trans, como cidadã e como irmã de todos vocês. Nossas lutas não serão em vão, estar na militância, na cultura, ser minoria nesse país me dá cada vez mais força para lutar por nossos direitos, lutar por igualdade e para que nossas histórias jamais sejam apagadas”, escreveu.


A primeira edição do prêmio lembrou a trajetória de Verônica Oliveira, ativista do movimento LGBT em Santa Maria e região que foi assassinada em dezembro de 2019. As pessoas premiadas foram eleitas por meio de votação nas redes sociais da SJCDH e de indicações da organização não-governamental (ONG) Igualdade RS, de gestores municipais da política LGBT e do Departamento de Diversidade e Inclusão da secretaria. Fonte: Governo do Estado.




