
Nesta segunda, 27, não houve aula nas escolas municipais, pois ocorreu uma manifestação dos professores em pressão ao prefeito Renato Corteline (Gambá) e à secretária Jaqueline Gindri devido ao atraso no pagamento da hora atividade, (horas extras). Eles também reivindicaram o cumprimento do piso nacional.

- A manifestação acabou ganhando contornos políticos, pois vereadores da oposição, como Nilo Santos (PP) fizeram transmissões pela internet. Depois, extrapolou na câmara na hora das perguntas direcionadas à secretária.
A sessão da Câmara ficou tumultuada. Inicialmente, os professores estavam presentes no plenário de forma respeitosa. O presidente Vasco Carvalho (MDB) abriu os trabalhos e solicitou que a secretária de Educação se manifestasse, explicando sobre as reivindicações feitas.

Jaqueline explicou que respeita a escolha de cada um, mas afirmou que não é dessa forma que os problemas são resolvidos. Segundo ela, desde janeiro já existe um planejamento para cumprir rigorosamente a questão da hora atividade.
- Ela pediu aos professores que a enxergassem como uma gestora lidando com situações difíceis e, muitas vezes, com queda na arrecadação, mas sempre aberta ao diálogo. A realização de um concurso para professores ainda não foi possível, o que acaba impactando na hora atividade.

Quanto ao piso, a advogada do município, Milene Carvalho, explicou que há um debate nacional, e que até a justiça local não concedeu a demanda.
Nilo Santos (PP) fez perguntas que acabaram tencionando o ambiente, pois ele não se limitou apenas a questionar. Ele começou a afirmar que o município possui muitos cargos em comissão, o que dificulta o cumprimento de todas as obrigações com os professores, que era preciso uma remanejo em certas repartições, até mesmo na secretaria de Educação.

Diante disso, o vereador Miguel Lamberti (MDB) entrou em discussão com Nilo Santos, exigindo que o presidente Vasco Carvalho tomasse uma atitude e retirasse a palavra do vereador. Insatisfeitos, os professores viraram as costas e deixaram a sessão em protesto.




