Os projetos estruturais elaborados pelo governador começam a desembarcar na Assembleia. A primeira leva de propostas é considerada polêmica: diz respeito a vantagens de servidores públicos, como licenças-prêmio, incorporação de função gratificada e critérios para aposentadoria. O governo calcula que o pacote tem potencial explosivo com sindicatos e corporações, já insatisfeitos com a falta de reajuste.
O que está em jogo?
Um é a função gratificada. Atualmente, os servidores que recebem FGs ao longo de um determinado período podem anexar o valor integral da vantagem ao salário de inativo. O governo vai propor que o montante a ser incorporado seja calculado de outra forma para diminuir os gastos.
Outro alvo é a licença-prêmio. Os funcionários do governo têm direito a três meses de afastamento remunerado a cada cinco anos de trabalho. As novas regras pretendem aumentar os prazos para reduzir as despesas. Até mesmo a extinção do benefício não está descartada.


