
Ele saiu do trabalho, passou em casa, fez um lanche e foi para a escolinha
Três crianças e duas professoras foram mortas a facão por Fabiano Kipper Mai (18 anos)
Naquele fatídico dia, Fabiano Kipper saiu de casa antes do amanhecer e foi trabalhar numa fábrica de roupas e calçados. Bateu o ponto às 5h. Saiu para o intervalo às 9h15min e cometeu o atentado que chocou a cidade de 9 mil habitantes. A notícia é de Zero Hora.

“Eu vi ele chegando de bicicleta. Fez a volta na quadra, parou e entrou pelo portão como um pai de uma criança entraria”, afirma um vizinho.
“O guri estava vivo, mas tinha um corte na boca e no pescoço”
Outra vizinha da escola (atendente educacional) ouviu os gritos, correu e resgatou um bebê de um ano e oito meses. “ O guri estava vivo. Acordado, não chorava e me olhava no olho. Estava com um corte na boca e no pescoço. Eu levei ele para o hospital com meu pai. Eu só pensava em salvar aquela criança”.
Cada um dos atingidos levou de quatro a cinco golpes de facão

O assassino avançou sobre as crianças. A agente educacional Mirla da Costa Renner, 20 anos, tentou intervir, se colocando na frente dos bebês e foi também tacada. “Ele atacou todas as crianças que iam para o lanche”, afirmou o delegado Nilton Casagrande. A polícia ainda não sabe quanto tempo o assassino ficou dentro da escola
O criminoso tentou avançar para outras turmas

As professoras perceberam a situação e se trancaram dentro das salas com as crianças. Do lado de fora da creche, as pessoas começaram a ouvir os gritos. O mecânico Ezequiel Vargas Pimentel entrou na escola seguido por outros trabalhadores de empresas da rua e tentaram conter Kipper, quando o criminoso tentou contra a própria vida.

Pimentel recolheu duas crianças pelos braços, enquanto funcionárias da limpeza saíram gritando na calçada pedindo ajuda. O criminoso foi amarrado dentro da escola. Bombeiros e Polícia Militar chegam ao local do crime e identificam cinco mortos: duas professoras e três crianças. Machucado, Kipper foi levado para hospital da região.





