A Polícia Federal do Brasil e autoridades dos Estados Unidos estão investigando se o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros indiciados utilizaram certificados de vacinação contra a covid, falsificados para entrar nos EUA em dezembro de 2020.
A confirmação de tal ato poderia resultar em novas acusações, conforme aguarda-se o parecer do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre a questão.
Bolsonaro, junto com o tenente-coronel Mauro Cid e mais 15 pessoas, já foram indiciados por suspeitas de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público.
Se for confirmada a fraude documental para entrada nos EUA, os envolvidos podem enfrentar até dez anos de prisão, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, onde a falsificação de documentos é considerada fraude.
A legislação de ambos os países prevê penalidades severas para o uso de documentos fraudulentos para benefícios migratórios, incluindo multas e prisão.
A investigação também abrange possíveis crimes cometidos em território brasileiro, incluindo infração de medida sanitária preventiva e corrupção de menores.
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Presidentes de nações não precisavam de atestado de vacinação para entrar nos EUA