Santiago também terá uma perda acima de 150 milhões, somando-se a pecuária

Um estudo da Federação da Agricultura mostra ainda que as maiores perdas são em setores relacionados. Se a perda na produção de grãos já era expressiva, o impacto na economia impressiona. Os 36,2 bilhões referem-se à soma dos prejuízos na agropecuária e nos demais segmentos relacionados à atividade (seja antes ou depois da produção). São quantias que deixarão de circular no campo e fora dele. O prejuízo nos demais setores será maior do que no agro, respondendo por 71% do total estimado. (Zero Hora)

Perdas em Santiago
Conforme José Luiz Dalosto, presidente do Sindicato Rural de Santiago, a região de abrangência da entidade deixará de arrecadar mais de 200 milhões. As perdas maiores são nas lavouras de soja, cuja produção que caiu pela metade. Depois vem a pecuária, o milho e outras culturas.
Só na soja as perdas chegam a 80 milhões em Santiago
“Santiago planta em torno de 50 mil hectares de soja e disso se perdeu a metade. Cerca de um milhão e 250 mil sacas foram deixadas de colher. Ao preço 70 reais a saca (hoje o preço está em 100 reais), daria 80 milhões de prejuízo só em Santiago, e só na soja. Aí temos as perdas no milho, na pecuária (menos terneiros e engorda de gado) que vamos sentir nos próximos anos também”, explica Dalosto.

Santiago – As maiores perdas: milho, soja e pecuária, segundo a Emater
Para Santiago, as perdas podem passar de 150 milhões de reais. Conforme o prefeito Tiago Gorski, isso representa praticamente o orçamento do município, o que significa que a próxima arrecadação cairá muito. Tiago sabe que o poder de investimento será também muito reduzido nos próximos anos.




