Santiago – Muitos reclamam das poucas fichas para algumas especialidades médicas. Outros dizem que é preciso amanhecer na fila para se conseguir atendimento. O assunto também foi debatido pelos vereadores Macir Ribeiro e Iara Castiel.
Saiu no ar; fica sem consultar
Vanilton Nunes tem 72 anos e diz que chega no posto para tirar fichas às 6h. Espera até as 8h quando começam a distribuir as senhas, mas as fichas só são entregues perto do meio-dia. Os médicos começam a atender às 14h. Ele questiona: “Por que não entregam a ficha já às 8h, liberando as pessoas para voltarem só na hora da consulta? Deste modo, se você tiver fome e sair pra fazer um lanche, perde a ficha?”
ESF Maria Alice- Vivian Vargas reclama do posto do bairro Maria Alice Gomes. Seu pai é diabético, hipertenso e por isso os agentes deveriam lhe visitar em casa. Só que a agente encarregada dessa área nunca apareceu. “Meu pai tem vergonha de reclamar para a encarregada do posto”, diz a leitora.
ESF São Vicente- Ricardo Andrade conta que havia 16 pessoas doentes à espera de atendimento no ESF do bairro quando alguém disse que o médico estava em reunião com uma enfermeira nova. “Será que aquela era a hora certa para uma reunião, com tantos esperando, uns querendo remédios ou exames?”
Precisa mudar
A vereadora Iara Cstiel apontou o problema: a distribuição de fichasna saúde segue insatisfatória. “Tem pessoas que dormem nas filas, ficam horas à espera e nem sempre conseguem o atendimento. Isso precisa mudar”, diz ela.


