
Um funcionário de carreira da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul teria fornecido a senha que permitiu o desvio de 2 milhões destinados a servidores públicos já mortos. Após uma operação policial em setembro de 2021, cinco pessoas foram acusadas por associação criminosa e peculato. Os réus tiveram suas contas bancárias e bens bloqueados pela Justiça, mas respondem ao processo em liberdade.
O técnico tributário Gilberto da Silva Oliveira é alvo de um processo administrativo na pasta. Em depoimento à polícia, obtido com exclusividade pela RBS TV, ele nega envolvimento no caso.
“[As acusações] são falsas, não são verdadeiras porque eu fiquei sabendo de tudo quando foi aberta sindicância. Antes não tava sabendo o que estava acontecendo”, diz.
A defesa de Gilberto, que hoje está aposentado, diz que só vai se manifestar nos autos do processo.
Para desviar o dinheiro de licenças-prêmio destinadas a 62 servidores públicos que morreram sem utilizar o benefício, o grupo falsificava procurações em que parentes supostamente autorizavam os falsários a receber os valores.
Além de fornecer a senha para acesso ao sistema, o servidor também enviaria e-mails ao setor de pagamentos, para que o dinheiro fosse liberado ao terceirizado e a outros envolvidos. Questionado pela polícia sobre as mensagens, ele preferiu não responder.
Segundo a Sefaz, Gilberto da Silva Oliveira se aposentou logo depois que o esquema foi descoberto, em fevereiro de 2021. Contudo, ele pode perder a aposentadoria com a conclusão do processo administrativo conduzido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE)
A Secretaria da Fazenda diz que as licenças-prêmio foram sacadas fora do prazo. Dessa forma, os parentes dos servidores mortos não teriam direito a receber os valores. (fonte: g1 rs)



