
Os servidores penitenciários do RS decidiram decretar “estado de greve”. O sindicato entregará ao governo estadual as exigências aprovadas pelos servidores, com prazo até final de janeiro para atendimento das solicitações. Se o governo não ceder, uma greve será desencadeada.
A Amapergs representa mais de sete mil servidores penitenciários que atuam em 150 casas prisionais em todo o RS.
“O governo Eduardo Leite precisa ter essa sensibilidade. O sistema prisional, os servidores, estão no limite. O governo precisa ceder para que o pior não ocorra”, ressaltou o presidente da Amapergs Sindicato, Saulo Felipe Basso dos Santos.
Algumas exigências
Substituição do superintendente da Susepe, José Giovani Rodrigues;
Publicação das promoções dos servidores até o final do mês. Em dezembro de 2021, o governo do Estado permitiu o avanço nas carreiras, por antiguidade e merecimento, de 2.162 servidores da Brigada, da Polícia Civil, Bombeiros e do Instituto-Geral de Perícias. Apenas os servidores penitenciários ficaram de fora;
Responsabilização da Susepe e SJSPS por descumprimento do decreto que obriga a publicação das promoções;
Manutenção da carga horária de trabalho sem qualquer alteração, contra mudanças.
Índice de reposição inflacionária salarial igual ao que for concedido às demais forças da Segurança Pública do Estado, como Brigada Militar e Polícia Civil;
Agilização na regulamentação da Polícia Penal, que transforma servidores penitenciários em policiais penais. Após aprovação de emenda constitucional pelo Congresso em 2019, os servidores serão equiparados às demais polícias, sem acréscimo salarial, podendo realizar boletim de ocorrência, termo circunstanciado e operações de busca e recaptura. (ZH)



