
Essa crescente procura por imóveis tem elevado os preços
A jornalista Sandra Siqueira entrevistou o corretor Flávio Viero (Imobiliária Flávio Viero) na rádio Nova Pauta. O assunto o setor imobiliário, valor dos imóveis, o aluguel e as dificuldades nos negócios.
O cenário da construção
Flávio disse que o atual cenário da construção civil em Santiago se deve a alguns fatores: a economia, que é baseada no setor primário e por ser uma cidade com alto número de funcionários públicos (militares, principalmente). “Durante a pandemia, Santiago não parou no ramo imobiliário e chegou a haver crescimento.”
Por que o aluguel é tão caro?
Como a cidade recebe muita gente de fora, a procura é grande. “Quem chega, sabe quanto pode pagar. No entanto, acaba não encontrando, pois há demanda reprimida. Assim, paga a mais por não encontrar nada naquela faixa de valores que estipulou.
No comércio
Quanto aos pontos comerciais, o aluguel é considerado caro. “Isso ocorre porque muitos querem espaço no Calçadão ou naquelas ruas comerciais. Como a procura é muito maior que a oferta, acaba inflacionando.”

A descentralização é o melhor negócio
Flávio acredita que após a pandemia isso possa mudar, porque em muitas cidades (incluindo Santiago), já está havendo a chamada descentralização, ou seja: as pessoas preferem comprar nos mercados e lojas de seu bairro, diminuindo os gastos de combustíveis, estacionamento… “Então, a descentralização é o melhor negócio e também é uma tendência que veio para ficar.”
Como se chega ao valor de venda de uma casa?
Flávio relembrou Santiago 20 anos atrás, quando muita gente ia a Santa Maria. Com a chegada da URI, isso não ocorreu mais com a mesma intensidade. “Naquela época, se encontrava terreno por dois ou cinco mil reais e não havia compradores. Hoje, como cidade polo em educação e saúde, já se fala em 150 a 200 mil reais por um terreno em determinados bairros e quase não existem terrenos à venda.”
O corretor também explicou que não se usa mais somente o CUB (Custo Unitário Básico) para se chegar ao valor de um imóvel, mas sim o método comparativo (usa-se a média do que valem os outros imóveis numa mesma região, levando-se em conta o valor dos terrenos, qualidade do imóvel etc.).
Financiamentos e investidores
Sobre os investimentos atuais (construções de novos prédios), Flávio diz que os financiamentos ajudaram a inflacionar os imóveis porque era fácil comprar um terreno por 10 mil e construir financiado. Agora chegou a vez dos investidores.

Comprar imóveis sempre será um bom negócio
“As aplicações bancárias estão com rendimento perto de zero. Quem tem dinheiro, está investindo em imóveis. Em Santiago, nos últimos meses, quase todas as casas com alto padrão que estavam à venda foram vendidas.” Questionado se era um bom negócio investir em imóveis, sejam urbanos ou rurais, foi enfático: “Comprar imóveis sempre será um bom negócio”.
Os bairros mais tops
Santiago é uma cidade muito boa para viver, independentemente de qualquer bairro. No entanto, alguns são os considerados tops, desejado pela maioria. Devido a tanta procura, os preços acabam sendo maiores, tanto de terrenos como de casas prontas. O mais procurado é Jardim das Paineiras (com poucas ofertas e terrenos até a 400 mil), seguido do Zamperetti e dos novos loteamentos e condomínios fechados (com infraestrutura semelhante a clubes).
Da cidade para o campo
Também se percebe um aumento na procura por chácaras perto da cidade. “Na nossa Imobiliária, cadastramos cinco ou seis clientes toda a semana à procura de um imóvel rural (entre uma e três hectares).
Flávio Viero Imóveis – Há 35 anos concebendo novas formas de empreender. Creci: 13.544. Fone: (55) 99131-6906.



