
“A tua mãe tá viva’. Como? Se eu tô com a certidão de óbito dela aqui e a funerária está indo buscar o corpo?”
Cruz Alta – Maria Margarete dos Santos Jesus, 62 anos, passou mal na quinta (22) e desmaiou em casa, contou a filha Adriane Santos. Ela foi levada à UPA, onde chegou sem pulsação. A equipe tentou reanimá-la por 40 minutos. Então a médica informou à filha sobre o falecimento e a certidão de óbito foi emitida. Porém, enquanto Adriane encaminhava o enterro, recebeu uma ligação da UPA.
“Era uma mulher pedindo pra eu ir na UPA. Aí pedi pro meu irmão ir porque eu achei que fosse pra liberar o corpo. Em seguida ligou a minha cunhada dizendo: ‘a tua mãe tá viva’. Como? Se eu tô com a certidão de óbito dela aqui e a funerária está indo buscar o corpo?”, relata Adriane.
Após voltar a apresentar sinais vitais na UPA, dona Maria foi transferida para o Hospital de Ijuí, para implante de uma mola no coração. Até sábado (24), seguia em estado grave, intubada e sedada. A notícia é da RBS – TV.
Problemas cardíacos e diabetes
O médico que a atendeu em Ijuí disse que Maria sofre com problemas cardíacos e diabetes, o que os familiares não tinham conhecimento. No dia em que passou mal, Maria havia tomado a vacina contra o coronavírus.
Na Justiça – A família vai entrar na Justiça para anular a certidão de óbito. Maria Margarete é aposentada e pode deixar de receber a aposentadoria por ser considerada morta.
Síndrome de Lázaro
O diretor da entidade que administra a UPA, Sérgio Ruffini, afirma que haverá processo interno de levantamento de informações. Disse ainda que Maria recebeu o atendimento de acordo com o protocolo para parada cardíaca, entre eles, a massagem cardíaca. O médico explica que há uma hipótese de que tenha acontecido a chamada síndrome de Lázaro, casos em que após o repouso absoluto das manobras, o paciente volta a reagir.



