Presos perigosos têm escapado em situações que evidenciam fragilidades na segurança dos presídios do Rio Grande do Sul. Em novembro, três detentos fugiram do Presídio Regional de Passo Fundo durante triagem de visitas. No mesmo mês, Ágatha Buss da Silva fugiu do Presídio Feminino Madre Pelletier aproveitando o acesso à cozinha. Outros episódios recentes, como a fuga de cinco presos do Instituto Penal de Passo Fundo em março, revelam falhas estruturais graves.
Casos de mortes violentas ou suspeitas de suicídio nas prisões cresceram. Em agosto, um detento foi encontrado enforcado após tentativa de feminicídio. Em outubro e novembro, mortes registradas em Santa Rosa e Camaquã também levantaram suspeitas, intensificando o alerta sobre as condições internas dos presídios. A falta de controle contribui para a sensação de insegurança e necessidade de investigações aprofundadas.
O déficit de 70% no quadro funcional da Polícia Penal reflete a crise no sistema prisional gaúcho. Apenas 27% dos aprovados no concurso de 2022 tomaram posse, enquanto cerca de dois mil aguardam convocação. A falta de reajustes salariais há uma década e o alto índice de adoecimento psicológico entre agentes pressionam ainda mais o sistema. Suicídios de policiais penais destacam os impactos da precarização no setor.
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