
A Sociedade de Engenharia (Sergs) prega que as Forças Armadas e o Executivo destituam membros do Judiciário, no intuito de anular o resultado da eleição. Trata-se da mais grave nota emitida por uma entidade gaúcha desde a apuração. O comunicado em tom golpista é assinado pelo presidente da entidade, Walter Lídio Nunes, e pelo presidente do conselho deliberativo, Luis Roberto Ponte. (A notícia é do jornal Zero Hora)
De acordo com a nota, o Brasil estaria sob um golpe “perpetrado por membros do Judiciário convertido em poder supremo de uma ditadura travestida de democracia e mantida pela omissão do atual Poder Legislativo, abolindo o Estado de Direito e a nossa liberdade”.
“Cumprindo seu dever, a Sergs vem solicitar a reconstituição da democracia e da liberdade, com a destituição constitucional dos golpistas (sic) mediante iniciativa do Poder Executivo e suas Forças Armadas, o único poder que atualmente remanesce com capacidade de desbaratar o golpe perpetrado, e a quem a Constituição delegou o dever de garantir a lei e a ordem”, diz trecho do texto.
De fato, a Constituição atribui às Forças Armadas a missão de garantir a e lei e a ordem, mas em momento algum autoriza que o Exército, a Marinha ou a Aeronáutica destituam membros do Judiciário ou de outro poder constituído.
A nota ainda afirma que o processo eleitoral que elegeu Lula para a Presidência foi “eivado de ilegalidades”, mas não apresenta provas. Na sequência, o texto defende a suspensão da posse de Lula. O texto chama o presidente eleito de “líder corrupto” que tem o “objetivo explícito de conduzir o país para uma ditadura comunista”.
Apesar da contestação dos apoiadores do presidente Bolsonaro, o processo eleitoral foi acompanhado e fiscalizado por diversas instituições da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Nenhuma delas apresentou qualquer indício mínimo de ilegalidade.



