
“Não endosso comportamentos que incitem atos de violência“
Após receber críticas de apoiadores do presidente Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, indicado de Bolsonaro ao Supremo, usou as redes sociais para tentar explicar seu voto contra o deputado federal Daniel Silveira. O ministro afirmou que não foi “chamado para endossar comportamentos que incitam atos de violência”.

“Diante das várias manifestações sobre o meu voto, sinto-me no dever de esclarecer que: como cristão, não creio que tenha sido chamado para endossar comportamentos que incitam atos de violência contra pessoas determinadas”, iniciou o ministro.
Na sequência, ele falou ter convicção de que fez o correto
“Como jurista, não creio que tenha sido chamado a avalizar graves ameaças físicas contra quem quer que seja. Há formas e formas de se fazerem as coisas. E é preciso se separar o joio do trigo, sob pena de o trigo pagar pelo joio. Mesmo podendo não ser compreendido, tenho convicção de que fiz o correto”, completou.
A pena determinada pelo ministro Alexandre de Moraes é de oito anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, além de multa de 192 mil e perda do mandato.
Crimes; atentado ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo por proferir discursos de incentivo à violência com ataques à Justiça e a ministros.
Bolsonaro enfrenta STF e concede perdão ao deputado
O presidente anunciou um decreto de “indulto individual” em benefício do deputado Daniel Silveira. O caso ainda deve ser novamente apreciado pelo próprio STF.
O único a votar a favor de Silveira foi o primeiro indicado de Bolsonaro ao Supremo, ministro Kassio Nunes.



