
Santiago – As artesãs e empresárias Elves Gavioli, Cristina Pinto e Maristane Ceratti foram à rádio Nava Pauta. As três, mais a colega Marilusa, são fundadoras da Casa da Arte Santiago, que completou 5 anos.
A aposentadoria foi o início de tudo
Elves Gavioli disse que sua história com a arte começou após a aposentadoria, fazendo poucos trabalhos. Foi pegando gosto. Em 2016 surgiu o projeto Empreender e a Casa da Arte. Ela prefere trabalhar com madeira, couro e metal e também tem uma outra empresa, a Objeto Arte, no Distrito Industrial, onde funciona seu ateliê. Lá confecciona objetos comercializados em Santiago e em outras regiões do Estado.
A arte como terapia
Maristane Ceratti também foi à rádio. Seu foco artesanal são cuias, latas, jogos de cozinha e MDF. Contou que iniciou no artesanato como uma terapia, após ter um AVC, aos 38 anos. “Minha médica mandou que eu fizesse algo que movimentasse as mãos. Comecei com biscuit e pinturas em lata. Após conhecer o João Batista Borges, meu grande incentivador, fiz a carteirinha de artesã e vários cursos”, explica.
Um dom que vem da infância
Cristina Pinto é graduada em Letras e começou no artesanato por hobby, mas pinta desde os 12 anos, seguindo os passos da mãe. “Fui estudar e isso ficou adormecido. Retomei quando surgiu a Feira dos Bons Negócios e fui contratada para pintar telas para o Hospital”, recorda.

Como surgiu a Casa da Arte?
O prédio da Casa da Arte é histórico, na esquina das ruas Tito Beccon e Duque. A ideia surgiu da necessidade de se ter um local para as artesãs comercializarem seus produtos. No entanto, as fundadoras não tinham dinheiro sobrando e o custo foi dividido entre todas, com ajuda dos esposos que entraram com parte da mão de obra. “A ideia era uma loja com conceito de exposição. E até hoje continuamos firmes. Até já atravessamos a pandemia”, conta.
De Santiago para o mundo
Os produtos já foram levados para mais de 20 países. Os preferidos para presentear são os que remetem às lembranças de Santiago, com destaque àqueles que retratam escritores e poetas santiaguenses, como Caio F. Abreu, Aureliano, Túlio Piva, parte da coleção Mãos e Poetas, que colocou a Casa do Poeta no Tour Literário. Também surgiu a coleção Sou Minha, em valorização às mulheres.



