
O presidente afirmou ainda que não quer interferir em outros poderes, mas que “precisam me deixar trabalhar do lado de cá”
O presidente Bolsonaro foi questionado se iria “parar de brigar dentro das quatro linhas” da Constituição e “partir para o ringue”.
“Tem que todo mundo comprar fuzil. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Daí tem um idiota que diz: ‘Ah, tem que comprar feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar” disse ele.
Mantendo a posição de confronto com outros poderes, Bolsonaro afirmou que não pode sofrer interferências de outros entes da Federação.
“Não quero interferir do lado de lá, nem vou, mas precisam me deixar trabalhar do lado de cá. Está difícil governar o país dessa forma”, declarou, desferindo novos ataques indiretos a ministros do Supremo Tribunal Federal.
— Não pode um ou dois caras estragar a democracia no Brasil. Começaram a prender na base do canetaço, bloquear redes sociais. Agora o câncer já foi para o TSE. Temos que colocar um ponto final nisso”, afirmou, em referência à decisão do corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Felipe Salomão, que fez o YouTube suspender repasses a canais bolsonaristas investigados por propagar desinformação e por transformar a ideologia política e os ataques a instituições em um mercado lucrativo. (O Globo)



