
Tony Garcia, um ex-deputado federal, fez novas revelações sobre sua relação ilícita com o senador Sérgio Moro durante o período em que Moro era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba. Garcia afirma que Moro, que supervisionava a operação Lava-Jato, orquestrou uma campanha de lawfare (guerra jurídica) que resultou na prisão injusta do ex-presidente Lula por 580 dias.
Em uma entrevista à CNN no domingo, Garcia, que foi um dos informantes na operação Lava-Jato, afirmou que foi coagido a fazer um acordo com os procuradores liderados pelo deputado cassado Deltan Dallagnol. Ele alega ter sido usado para reunir quaisquer suspeitas que pudessem ser usadas para atacar Lula e o PT.
“Eles me prenderam a esse acordo por dez anos. Eles continuaram me usando para obter informações, usaram essas informações para perseguir o PT. Eles exploraram minha amizade com Eduardo Cunha para obter informações sobre operadores do PT, operadores da Petrobras, operadores de Zé Dirceu, tudo. Eles queriam obter tudo”, disse ele.
Garcia também revelou que recebia ordens diretas de Moro e atuava como um agente infiltrado na operação Lava Jato. Além disso, ele alegou que Moro obteve um vídeo de uma “festa da cueca” com prostitutas, que teria sido usado para chantagear desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). (Revista Forum)



