Traficantes evangélicos usam religião na briga por territórios no Rio

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Um fenômeno conhecido como “narcopentecostalismo” está ocorrendo no Rio de Janeiro, onde traficantes que dominam favelas estão usando referências religiosas evangélicas em sua atuação.

Uma facção autodenominada “Tropa de Arão” adotou símbolos como a estrela de David e referências bíblicas para marcar seu território, que foi batizado de “Complexo de Israel”.

Pesquisadores apontam que a religião desempenha um papel estratégico na disputa por territórios e na manutenção do poder dessas facções.

Embora a comunidade evangélica tradicional rejeite a associação entre tráfico de drogas e a religião, traficantes identificados com o narcopentecostalismo afirmam ser membros ativos das igrejas evangélicas, participando de cultos e contribuindo financeiramente.

O crescimento do número de evangélicos no Brasil e a importância das igrejas pentecostais nas comunidades têm contribuído para essa conexão entre religião e tráfico de drogas.

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