
A Lagoa do Peixe, localizada em um parque nacional entre os municípios de Tavares e Mostardas, a 222 km de Porto Alegre, voltou a secar. O cenário agravado pela estiagem repete o que aconteceu há um ano.
A falta de chuva de 2023 é considerada pior que a de 2022, porque no ano passado metade da lagoa permaneceu com um pouco de água. Desta vez, 90% do reservatório está seco.
“Isso é uma catástrofe, é uma coisa inédita. Que antes dava, dava uma seca num ano, depois restabelecia, voltava ao normal. E agora, ano passado secou e este ano está pior ainda”, diz o pescador Jair Joaquim Lucrécio.
A lagoa possui 2 km de largura, 35 km de comprimento e profundidade média de 60 cm. No verão de 2022, 1,5 tonelada de peixes foi perdida. O parque de 36,7 mil hectares protege aves ameaçadas de extinção, como as aves gavião-cinza, gaivota-de-rabo-preto, sanã-cinza e trinta-réis-real.
Em pleno período da safra do camarão, que começou em dezembro, os 200 pescadores autorizados a trabalhar na lagoa só acumulam prejuízos. A Prefeitura de Mostardas afirma que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) solicitou ao governo federal apoio à comunidade. (g1 rs)



