
Com protestos em todo o país, o 7 de Setembro foi histórico. Houve reação em todo o país a favor do presidente da república. O último ato com a presença de Bolsonaro foi em São Paulo. Um dos protestos a seu favor reuniu um público de 125 mil pessoas. A estimativa é da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Santiago – O movimento foi grande. Também teve manifestação pela região. Veja o vídeo no portal NP/Expresso.
Daqui ninguém me tira
Além de ameaçar descumprir ordem judicial, Bolsonaro deixou claro que não acatará o resultado da eleição. Disse que só Deus o tira de Brasília.
No discurso, o chefe da nação fez ameaças ao STF e enfatizou que ele não vai ser preso, não vai sair do poder a não ser morto. Com isso, Brasília ficou em polvorosa e o próprio Centrão tende a fazer um movimento. Seria um movimento supra partidário pelo impeachment.
Ministro é chamado de canalha
Em discurso na Avenida Paulista, o presidente voltou a ameaçar o Supremo e chamou o ministro Alexandre de Moraes de ‘canalha’, acusando-o de medidas inconstitucionais. Bolsonaro ainda voltou a defender o voto impresso. No carro de som, o presidente estava com os filhos, amigos, parlamentares aliados e ministros de Estado, como Milton Ribeiro e Onyx Lorenzoni.
Cadê o Heinze? – Onde andava o nosso senador Heinze nessa hora? O gaúcho quer o apoio de Bolsonaro na sua candidatura ao governo do RS, mas está ficando distante disso, perdendo terreno para o pupilo Onyx.
Queiroz comparece no Rio
O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, investigado pelo caso das ‘rachadinhas’, compareceu às manifestações pró-governo na praia de Copacabana. Queiroz foi tietado por manifestantes, com quem tirou fotos.
Modelo populista
“Bolsonaro adota o modelo populista de Maduro na Venezuela, preparando o terreno para assumir como ditador, sem Congresso ou Judiciário para lhe impor limites. Fragiliza as instituições, põe em dúvida a honestidade das eleições e se diz como única alternativa” (Jornalista Nando Gross)
Sem tumulto ou agressividade
A deputada Janaina Paschoal (PSL), falou que a Paulista esteve lotada com as cores da bandeira. Não houve nenhum tumulto ou agressividade. O que há de antidemocrático? Esses brasileiros não merecem ser ouvidos? Atos pacíficos ocorrendo em todo o Brasil! Por mais que se esforcem, não vão colar a pecha de antidemocráticas nessas pessoas”, disse.
Mais um gasto
“Dois aviões da Presidência decolaram de Brasília com destino a SP com Bolsonaro, ministros, senadores e deputados. Mais um gasto de dinheiro público com incitação à desordem pública” (Jornalista Vera Magalhães )
Em fala na Paulista, Bolsonaro não cita nem ‘emprego’ e nem ‘vacina’
(Estadão)
A democracia segue firme
Já o algoz de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, disse o seguinte: “Nesse Sete de Setembro, comemoramos nossa Independência, que garantiu nossa Liberdade e que somente se fortalece com absoluto respeito à Democracia”.
Erro que segue
Para o governador Gaúcho, Eduardo Leite, “Foi um erro colocar Bolsonaro no poder. Está cada vez mais claro que é um erro mantê-lo lá”.
Os fanáticos
O famoso jornalista Reinaldo Azevedo também opinou: “Se um presidente que tem o apoio de menos de 1/3 da população pode convocar fanáticos para pregar golpe, imaginem o que o Lula poderia ter feito. Sua avaliação pessoal chegou ao recorde de 87% de aprovação no Ibope, 95% no Nordeste. E, por óbvio, nunca houve ameaça às instituições”, destacou o jornalista.
Presidente do PDT articula ‘frente ampla’ pelo impeachment
Na classe política, o entendimento é de que não se pode mais permitir o avanço da escalada golpista. O presidente do PDT, Carlos Lupi, tenta reunir líderes de partidos de centro e de esquerda para formação de uma frente ampla pelo impeachment. O PSDB também se reunirá para definir posicionamento diante do tema.



