João Lemes

Um pouco de Aureliano, o poeta que orgulha Santiago

A importância e o legado de Aureliano Figueiredo Pinto são lembrados em Santiago.

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O Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó, promoveu palestra com José Antônio Lopes de Figueiredo Pinto, filho do poeta Aureliano de Figueiredo Pinto, que atraiu um grande público. Muitas autoridades, produtores e convidados, assim como escritores da Academia Santiaguense de Letras estiveram presentes.

Antônio Lopes de Figueiredo Pinto, filho do poeta

José Antônio compartilhou histórias do renomado escritor gaúcho, autor de obras como “Memórias do Coronel Falcão” e “Romance de Estância e Querência”.

Lembrou que seu pai não gostava que seus escritos fossem lidos por outras pessoas e, quem sabe, publicados. Uma vez, Aureliano reagiu de forma intensa quando José Antônio estava lendo uma novela que havia escrito, chegando a jogar os escritos no fogo, recomendando que lesse obras de Eça de Queiroz em vez das “porcarias” suas.

Direção do Sindicato Rural, Lauro Sagrilo e José Antônio (ao centro)

Felizmente, a novela foi salva graças à intervenção da esposa de Aureliano. A obra foi posteriormente publicada com o título “Memórias do Coronel Falcão”, mas apenas quando Aureliano já estava doente, lutando contra um câncer.

O legado do poeta
A importância do legado de Aureliano Figueiredo Pinto é lembrada em Santiago. Seu nome está numa rua no bairro São Vicente e no Centro Cultural. “Esse evento do sindicato mantém viva a memória e a contribuição literária desse grande escritor gaúcho para as gerações presentes e futuras.

Lauro Sagrilo, Tadeu Martins, José Antônio e Rose Martins.

Quem foi Areliano?

Descendente das famílias Figueiredo Paz e Pinto, nasceu na estância São Domingos (antiga estância jesuítica) em Tupanciretã, RS.

Seus pais eram Domingos Hipólito Pinto, filho do Coronel José Hipólito Pinto, e Marfiza de Figueiredo Pinto, filha do Coronel Aureliano de Figueiredo Paz.

Iniciou seus estudos no Ginásio Santa Maria e concluiu o ensino no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.

Frequentou os dois primeiros anos de medicina no Rio, mas concluiu o curso na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1931.

Participou ativamente da Revolução de 1930, atuando como capitão-médico no primeiro piquete a entrar em Itararé.

Casou-se com Zilá Lopes e tiveram três filhos: José Antônio, Laura e Nuno Renan. Após formado, estabeleceu-se em Santiago, onde viveu pelo resto da vida.

Colaborou com a Revista Kodak, contribuindo com poesias líricas e simbolistas. Seus trabalhos foram assinados com o pseudônimo Júlio Sérgio de Castro ou J.S. de C.

Entre suas obras destacam-se: “Romances de estância e querência”, publicado pela Editora Globo em 1959, e “Memórias do Coronel Falcão”. Também escreveu “Itinerário – Poemas de Cada Instante”.

Obs. Como médico, muitas vezes deu consulta de graça e ainda comprava o remédio.

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