
Mais de 80% das que morreram no Estado não tinham solicitado medida protetiva
De janeiro a novembro deste ano, foram 16 mil casos de lesão corporal
Embora este tipo de registro tenha se reduzido 6% no comparativo com igual período de 2020, a incidência alarma autoridades. Ainda mais quando a estimativa é de que somente 10% dos casos sejam comunicados à polícia.
A maioria dos crimes não é registrada, seja por medo, dependência financeira, receio de afetar a vida dos filhos ou mesmo os julgamentos da família e da sociedade.
“A violência de gênero é muito silenciosa. Muitas sofrem anos de violências psicológicas, ameaças, injúrias. O tempo médio para buscar ajuda é de 10 anos, até que rompa o silêncio. É preciso levantar essa cifra oculta, fazer com que mais mulheres procurem ajuda. Mais de 80% das que morreram no Estado não tinham solicitado medida protetiva”, afirma a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher. (Zero Hora)



