Os acusados são justamente aqueles que deveriam protegê-la: a mãe e o padrasto. Por muito pouco, o caso não termina em tragédia.
(por Rafael Nemitz) O crime aconteceu no percurso entre a casa da vítima e a escola onde ela estuda. A mãe deu socos na cabeça da filha (8 anos) e o padrasto, um soco na barriga e ainda tentou estrangular a garotinha.
Além das lesões vísiveis no pescoço, a criança ficou com dores nas partes agredidas e desconforto na garganta.
O caso chegou ao Conselho Tutelar. De imediato, eles compareceram na escola da vítima e encontrou a criança chorando e com lesões. Uma testemunha relatou ter visto o casal arrastando a menina para dentro da Escola.
O Grupo Hospitalar Santiago foi acionado e a criança foi atendida com prioridade, sendo liberada após avaliação médica e documentação que comprovou as lesões sofridas. Ao mesmo tempo, a Defensoria Pública entrou com ação judicial e obteve liminar retirando a guarda da mãe e passando-a para o pai. O Judiciário acatou, ainda, pedido de medidas protetivas de urgência, ou seja, a mãe e o padrasto não podem se aproximar da vítima.
Graças à eficiência do trabalho de proteção à criança e ao adolescente em Santiago, através do Conselho Tutelar, Polícia Civil, Defensoria Pública, Poder Judiciário, CRAS e CREAS da Secretaria de Desenvolvimento Social, Pronto Socorro Municipal e GHS, a criança recebeu todo o amparo e, diante da gravidade da situação, em menos de 5 horas entre as agressões e o despacho judicial, ela já estava protegida na casa do pai.
Como não houve flagrante, a mãe e o padrasto não foram presos mas estão sendo investigados. A Defensoria Pública apura, ainda, outra denúncia: Os avós maternos da menina também estariam sofrendo agressões em casa.
O Cartório de Proteção à Criança e ao Adolescente (CPCA) da Delegacia de Polícia (DP) irá apurar o caso. Ao final do inquérito se saberá por quais crimes a mãe e o padastro serão denunciados.



