Brasília – DF – O novo tarifaço de Donald Trump entra em vigor na sexta-feira (1º), com impacto direto sobre exportações brasileiras. Enquanto países como Vietnã, Indonésia, Japão, Filipinas, União Europeia e Reino Unido conseguiram acordos com os Estados Unidos para reduzir as tarifas, o Brasil segue como alvo de uma taxa de 50%, imposta unilateralmente por Washington.
Brasil tenta evitar crise maior
Segundo o governo brasileiro, o país busca diálogo para reverter a medida. O vice-presidente Geraldo Alckmin já apresentou propostas ao governo norte-americano, incluindo dobrar a relação comercial em cinco anos. Senadores estão nos EUA tentando avançar nas negociações, mas Trump já sinalizou que não haverá novos acordos antes da data-limite.
Concessões pesadas em troca de alívio
Outros países que conseguiram reduzir as tarifas tiveram de abrir mercados internos, eliminar barreiras e assumir compromissos bilionários. A União Europeia, por exemplo, aceitou aplicar 15% de tarifa (antes 30%) em troca de investimentos e abertura do setor energético. O Japão vai investir US$ 500 bilhões nos EUA. O Vietnã, além de reduzir tarifas, isentou produtos americanos.
Trump liga tarifa ao caso Bolsonaro
A Casa Branca também abriu uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, acusando o país de práticas desleais. Trump ainda citou o tratamento dado a Bolsonaro como motivação política. Segundo ele, qualquer retaliação brasileira poderá resultar em novas tarifas.
Empresariado teme represálias
Empresários brasileiros temem prejuízos bilionários e veem risco em adotar tarifas contra produtos americanos. O clima é de incerteza, e cresce a pressão por uma solução diplomática urgente.

Fonte: Zero Hora.
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