São Paulo, SP – O vereador Senival Moura é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC. O caso acendeu o alerta na campanha do presidente Lula, que teme que o caso seja usado pela oposição para associar o partido ao crime organizado. Lideranças do PT na capital paulista devem abrir um processo para expulsar o vereador e tentar estancar a crise.
O receio da campanha petista
A prisão ocorre em um momento delicado, logo após o governo federal criticar a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como grupos terroristas. A oposição, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, já vinha tentando vincular o PT a essas organizações. Agora, o caso de Senival Moura dá munição para novos ataques. O vereador, que está no sexto mandato, já era alvo de suspeitas internas no partido há mais de uma década, mas sempre conseguiu evitar investigações.
Esquema na empresa de ônibus
A investigação que levou à prisão do petista surgiu após a morte de Adauto Soares Jorge, que presidia a empresa Transunião Transportes. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apontam Senival como uma das figuras centrais de um esquema que usava o transporte público para lavar dinheiro do PCC. O envolvimento de políticos com o crime organizado é um tema sensível, especialmente porque pesquisas indicam que a maioria da população apoia o combate rigoroso a essas facções.
Fonte: O Globo.
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