Vereador que atacou os baianos chora e pede desculpas. “Deixem minha família em paz”

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“Minha esposa chora dia e noite, fala em ir embora, porque chegam mensagens para ela, chegam mensagens a cada 20 segundos”

O vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, quebrou o decoro parlamentar ao proferir falas preconceituosas contra baianos em seu discurso na última terça-feira (28). Na quinta(2), a Câmara aprovou pedido de cassação.

Fantinel afirmou que prefere ser cassado a renunciar e pediu perdão pelas suas palavras, que ele considera um “lapso mental”. Também disse que está sendo alvo de ameaças e que sua família está sofrendo muito com a situação.

O vereador tem um projeto social que ajuda a alimentar 2 mil famílias pobres e prometeu apresentar sua defesa no processo de cassação.

“Prefiro mil vezes ser cassado do que continuar lutando pelo certo, porque eu vi que lutar pelo certo não vale a pena, infelizmente. Não que o que eu tenha dito na minha fala daquele dia seja certo, aquilo é errado, mas eu estou me referindo a muitas outras coisas”, afirma Fantinel.

A família sofre
“Deixem em paz a minha família. A esposa chora dia e noite, fala em ir embora, porque chegam mensagens para ela, chegam mensagens a cada 20 segundos chamando ela de todos os nomes, as ofensas mais escabrosas que vocês possam imaginar. Ela está em depressão. O meu pai e a minha mãe, com 80 anos, choram. Ontem, minha mãe quase teve um infarto. O meu filho, um adolescente, não quer mais ir na faculdade porque tem medo. Porque está recebendo ameaças. Será, gente, que eu cometi um crime tão grande? Por simplesmente, no calor da emoção, falar duas ou três palavras que não me representam e que eu pedi que fossem imediatamente retiradas dos anais da Casa porque vi que não são palavras que me representam, não é aquilo que eu penso”.

Situação de escravização
O que ele disse de grave contra os nordestinos?
“Não contratem mais aquela gente lá de cima”, diz vereador sobre baianos. Sandro Fantinel (Patriota) sugeriu a agricultores contratarem trabalhadores argentinos, que seriam “limpos, trabalhadores, corretos”, comparando-os com os baianos, que segundo ele, têm “a única cultura que têm é viver na praia tocando tambor”.

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