Angélica Schena, 28 anos morreu há poucos dias e a polícia monta um quebra-cabeças que poderá revelar as circunstâncias do caso que chocou a cidade. Imagens mostram que a vítima foi arrastada por mais de um quilômetro, presa a um Gol, na noite de domingo. O motorista, de 72 anos, dirigia em alta velocidade.
Ele alegou que chegou a parar algumas vezes no trajeto para a mulher sair do carro, mas o delegado Rodrigo de Assis diz que a alegação não fazia sentido, já que testemunhas afirmaram que o carro estava em alta velocidade. (Zero Hora)
“Quando ele entrou na rua, bateu com o lado da porta que estava aberta contra os contêineres de lixo, só que a porta não fechou, porque tinha o corpo. Ao longo do trajeto vi muitas pessoas saindo das casas, gritando pra que ele parasse, horrorizadas. Vi que era uma mulher quando o carro já tinha parado. Entrei em pânico, fiquei enjoada, imaginei a dor que ela deve ter passado antes de morrer”, lamenta uma testemunha.
O delegado Caio Fernandes afirma que as circunstâncias não estão esclarecidas. O caso é investigado como homicídio qualificado, mas a hipótese de feminicídio não é descartada.
Ministério Público solicitou prisão do motorista
O Ministério Público pediu a prisão do motorista horas depois da sua soltura, pois chegou a ser preso, mas ganhou liberdade provisória. O requerimento ainda deve ser analisado pela Justiça.




