
(por João Lemes) Em média, um vaso sanitário comum pode gastar de 6 a 12 litros por descarga, dependendo do modelo e da pressão da água.
Se considerarmos que cada pessoa use o vaso de 4 a 6 vezes por dia, podemos estimar que em uma casa de 4 pessoas se gaste de 96 a 288 litros de água por dia apenas com a descarga.
Então, que tal economizarmos nas descargas quando formos ao banheiro apenas para urinar? É só esperar para dar a desgarga após umas três urinadas. Faça as contas e veja quanto Santiago pode economizar.
E se o vaso não utilizasse água?
Mas já existem diversos modelos de vasos que não usam água. Alguns utilizam compostagem para transformar os resíduos em adubo, enquanto outros usam sistemas de aspiração a vácuo.

Custos – Esses modelos têm custos variados e geralmente são mais caros que os convencionais. A viabilidade e o custo-benefício dependem de diversos fatores, como o preço da água na região, a quantidade de água economizada e a frequência de uso. Vários países já utilizam essa tecnologia, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

Resistência cultural
No Brasil, já existem empresas que desenvolvem projetos assim, mas é preciso superar desafios como a falta de informação e a resistência cultural para que essa alternativa seja mais difundida e aceita pela população.
Há registros de espécies de latrinas datadas de mais de 3 mil anos antes de Cristo. Porém, o primeiro vaso sanitário criado na história foi inventado pelo poeta inglês John Harington, em 1596. Era algo tão especial que havia apenas duas peças: uma para a rainha Elizabeth I e outra para ele mesmo. Contudo, nessa época, a invenção não ficou tão popular.



