(João Lemes)
Há pouco andei em Canela onde tudo é cuidadinho! Lá ninguém sai cortando árvore nem colocando entulho em calçada. E hoje vi que em São Paulo haverá multa de 5 a 10 mil para pichadores.
E aqui? Aqui é mato ou lixo na calçada etc. Nem mesmo uma madame respeita a limpeza pública. Ela sai bem bela com seu cãozinho (e tem muitos homens que também fazem isso). Ao olhar pras suas mãos, não vemos um plástico sequer… Já o pedestre que usa a calçada, este vê outra coisa nos sapatos. A isso (aos tais ‘descaprichos’) chamamos cultura. Tem a cultura da limpeza, da educação e a cultura do relaxamento…
Radar móvel já
Em Santiago temos a cultura de correr no asfalto pelo centro onde a velocidade é de 40 k/h. Aí o baque contra calçadas, postes e vasos é certo, isso quando não atropelam idosos em plena faixa. As motos, então… Toda a tele que se preza só tem nome aliado à correria. Já dá para tirar um mapa por aí.
Como solução o povo quer quebra-molas. Outros querem educação e alguns querem o radar móvel. E é isso que o prefeito vai fazer; um convênio com a Polícia Rodoviária Estadual para arrumar emprestados aqueles radares que eles usam para multar quem corre acima de 80 após passar pelos trechos esburacados rumo a São Chico.
Cultura da plantação
Aproveito ainda para mostrar essa outra cultura. Alguns usam as calçadas para ampliar as lavouras. Antes que alguém diga que é bonito, que isso sim é correto, aviso: a calçada só tem um dono; o pedestre. Claro que a plantação de mandioca ou feijão é algo que nos anima. Dos males, o menor. Pior é o matagal, o lixo e o cocô do cachorro…






